The Cult – Born into this
Pule a primeira música, “Born into This”. Feito isso, podemos dizer que começou o novo trabalho do The Cult. Porque a faixa-título deste novo álbum só relembra o veterano grupo pela peculiar voz de Ian Astbury. No entanto, o restante do disco não apresenta nada de novo ao que os fãs já se acostumaram. E, pelo menos dessa vez, não vai ser decepcionante.
Nada contra a faixa-título. Até parece uma interessante mistura de Rolling Stones, uma banda outrora já plagiada pelo Cult, com o Red Hot Chili Peppers. Se não tivesse um lickzinho de guitarra chatíssimo num timbre insuportável, poderia até ser aceitável, mesmo com uma introdução descaradamente roubada de Flea, talvez uma tentativa desesperada de soar radiofônico.
O estranho é que o resto de “Born into This” é exatamente isso, comercial e agradável, como toda FM gosta. O The Cult velho de guerra aparece, com riffs típicos marcados de Billy Duff e o vocal característico à la Jim Morrison na tumba de Ian Astbury. Desta vez, bem pesado, resultado da adição do thrasher John Tempesta no kit de bateria. Alguns destaques, como “Citizens” e “Savages”, mas, de resto, nada que mereça marcar presença num show da banda.
Enfim, compre o greatest hits que deverá sair logo com uma ou outra faixa desse disco, mas o esqueça.

vC NAO CAONHECE O THE CULT, POR ISSO FEZ ESTE COMENTARIO!!!!! VC FALA SOBRE ALGO QUE DESCONHECE, QUAL CD DO THE CULT VC CONHECE, DISCO FM?????? ESSE DISCO E TUDO MENOS FM N FALA GROSA, VAI ESTUDAR SE LIGA!!!!! VC SABE O QUE FOI O DEAD CULT??? E O SOUTHERN DEAD CULT???? APOSTO QUE NAO, SO SABE FALAR MERDA!!!!!!!
Querida florzinha no deserto que virou este website,
Apesar de ser difícil compreender o conteúdo de suas mal digitadas linhas, pelo pouco que me lembro de um disco medíocre cujas músicas não ouço há quase um ano, não me parecia que Born Into This fosse um enfadonho álbum de dinossáurico rock progressivo, nem uma catastrófica ode ao coisa-ruim feitos por ursos-panda nórdicos, para, assim, não terem cara de rock de FM (isso se existir hoje alguma rádio com tal interesse).
Claro, seria mais divertido se o disco tivesse tais sonoridades – consigo rir de imaginar Billy Duff se aventurando por bases mais intrincadas ou, pior, de Ian Astbury dando uivos agudos, se quarta-feira provou mal conseguir cantar no seu tom natural. Mas, sem dúvida, antes ver o vocalista com uma maquiagem gero-emo em vez daquele batido visual à la Jim Morrison (embora pareça mesmo é o Paulo Ricardo).