Gamma Ray – Land of the Free II

Mexer em terreno sagrado acaba em desgraça. Não que primeiro Land of the Free seja algo mais do que um bom disco de metal melódico – e isso já é muito difícil -, mas é inquestionavelmente o melhor trabalho do Gamma Ray. No entanto, essa patética seqüência é de deixar corado até o mais fanático seguidor de Kai Hansen.

“Into the Storm” e “From the Ashes” não são grandes músicas, apenas mais do melódico genérico semi-épico, talvez a maldição carregada pelo inventor do estilo. Pelo menos é o Gamma Ray tentando fugir do metal tradicional vagabundo dos trabalhos anteriores, quando chegou às raias de plágios patéticos de Judas Priest e Black Sabbath. Porém, a impressão inicial logo se esvai e sobram as trívias de qual música cada faixa lembra. “How Many Tears” ressoa em “To Mother Earth”, assim como “The Clairvoyant” está descarada em “Opportunity”, para não entrarmos no campo dos auto-plágios e as novas infrutíferas “recriações” de “I Want Out” ou “Ride the Sky”. Em mais de uma hora, salva-se muito pouco, principalmente quando o disco entra na sua segunda metade, não tão padrão, mas ainda assim nada inspirada.

Se o trabalho original “inovou” por mostrar uma banda ousando em partes épicas, flertando com o metal tradicional e o progressivo, tudo sob a batuta de um vocalista nada técnico, apenas empolgado – e grande parte de diversão recaía sobre isso -, a continuação é genérica e sem graça, como todo trabalho de metal melódico. Repetindo os erros dos discos anteriores, Land of the Free II é um disco condenado ao esquecimento.

Enfim, se você é emo ao ponto de gostar de metal melódico, ainda assim fique com a parte um e ignore essa tenebrosa seqüência.

~ por Jacques Z. em Domingo, 24/Fevereiro/2008.

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